O controverso plano envolveria o uso de uma frota de 125 jatos-tanque para encobrir parte da atmosfera da Terra.

Alguns especialistas em clima alertaram recentemente que as atividades humanas empurraram o aquecimento global para um “ponto de inflexão”, tornando o derretimento das calotas polares uma inevitabilidade prática.

Agora, porém, um novo estudo liderado por Wake Smith, da Universidade de Yale, apresentou um plano controverso para recongelar os Pólos Norte e Sul e interromper o problema.

Para conseguir isso, os cientistas propõem pulverizar partículas microscópicas de aerossol na atmosfera.

As partículas – principalmente dióxido de enxofre – seriam pulverizadas em duas grandes nuvens em ambos os hemisférios a cerca de 43.000 pés, onde flutuariam em direção aos pólos e lançariam uma leve sombra sobre eles.

Isso, por sua vez, reduziria a temperatura e minimizaria a perda de gelo.

Para realizar tal façanha, os cientistas propõem o uso de uma frota de 125 navios-tanque militares de reabastecimento ar-ar que seriam necessários para realizar 175.000 voos por ano.

Se tudo isso soa um pouco duvidoso, é porque é – não apenas devido às possíveis consequências não intencionais de pulverizar quantidades tão grandes de partículas na atmosfera, mas também por causa da pura logística envolvida no lançamento de mais de 10.000 voos todos os meses.

Os autores do estudo, no entanto, permanecem inflexíveis de que seria um exercício benéfico.

“Se a equação risco-benefício valesse a pena em algum lugar, seria nos pólos”, disse Smith.

“Qualquer giro intencional do termostato global seria de interesse comum para toda a humanidade.”

Dada a grande escala e impacto do projeto, no entanto, ele provavelmente precisaria da aprovação e apoio da comunidade internacional antes que pudesse ir adiante de forma realista.

© 2022, . Esfera Ciência – All rights reserved.